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domingo, 6 de junho de 2021

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Overboard!

Dos criadores da aventura premiada e aclamada pela crítica, 80 Days, chega-nos agora uma nova aventura daquelas onde escolhemos o nosso destino ao virar de cada página. Estou a falar de Overboard! da inkle, um jogo, um thriller, um quebra cabeças, onde temos de nos safar da acusação de homicídio do nosso marido.

Sou super fã de jogos onde há um crime para resolver, seja o clássico Cluedo, ou o antigo Murder para o Commodore Amiga, o qual perdi horas e horas da minha vida a dar uma de Poirot ou Jessica Fletcher, e como tal este Overboard! piscou-me o olho mal apareceu na App Store a semana passada.

Mas neste jogo não temos de resolver um crime, mas sim tentar safarmo-nos de um crime que cometemos logo no início do jogo. A nossa personagem, Veronica Villensey (vilã dos mares??), viaja a bordo de um navio com o seu marido no ano de 1935, a caminho dos Estados Unidos da América, para começarem uma nova vida. Farta do seu marido, atira-o borda fora durante a noite, e é assim que começa esta aventura.

Acordamos às 8 da manhã, e temos 8 horas até chegar a terra, tempo suficiente para nos livrarmos de uma acusação de homicídio, ou tentarmos apontar as culpas para qualquer outro passageiro a bordo do navio. É uma aventura onde temos de conversar com os tripulantes e passageiros, perceber as suas motivações, o que viram na noite do crime, se podem ser chantageados ou comprados, ou mesmo se temos de os matar para nos livarmos da acusação o tempo suficiente para escapar às garras da justiça.

Somos completamente livres de escolher o nosso destino, e há algumas dicas que nos vão sendo dadas numa pequena caixa com uma espécie de objectivos, que nos podem orientar numa determinada direcção. Mas somos livres de fazer aquilo que muito bem nos apetece, inclusive tentar matar toda a gente a bordo do navio :D Boa sorte com isso.

Por um lado temos de ter muito cuidado com o que dizemos aos passageiros e tripulantes, porque quando é chegada a hora de atracar, são todos chamados até ao restaurante do navio, e é aí que serão apuradas as culpas. E se dissemos uma coisa a uma pessoa, e algo diferente a outra, seremos apanhados na mentira, e será muito difícil escapar à acusação de homicídio do nosso marido.

Por outro lado, teremos de andar muito atentos aos timings de toda a gente, pois anda tudo a passear pelo navio, estando em locais diferentes a diferentes horas. Se queremos apanhar o comandante no seu posto, já sabemos que ele só entra ao serviço a partir das 9, e das 11 às 12h anda a fazer as rondas, coisas que vamos aprendendo sempre que repetimos o jogo. Portanto, ser acusada do crime no final não tem mal nenhum, pois aprendemos com os nossos erros, e da próxima vez já sabemos que temos de fazer algo diferente.


É portanto uma espécie de Groundhog Day, onde iremos repetir este dia vezes sem conta, até encontrarmos um final que nos agrade, ou mesmo para encontrar o máximo de finais que conseguirmos. Um em que vamos presos, outro em que nos safamos de ser acusados, outro em que conseguimos incriminar outra pessoa (o que é muito divertido), e até tentar usar o nosso charme para conquistar o coração do comandante e pô-lo a mentir por nós.

Também muito divertido são as conversas com as pessoas e o humor negro presente em muitas delas. Há puzzles para resolver se quisermos incriminar outras pessoas, e há até mistérios a bordo que teremos que desvendar se quisermos, tentando por exemplo conseguir a chave mestra do comandante para entrar em qualquer aposento do navio.

Este é mais um jogo espectacularmente bem conseguido por parte da inkle, e que não deixará decepcionado nenhum fã deste tipo de jogo "choose your own adventure". Como nos jogos onde temos de resolver crimes, há que ter muita atenção ao detalhe, e às palavras que são usadas, que aqui serão com toda a certeza utilizadas contra nós. Boa sorte a resolverem este crime de forma invertida :D 


Overboard! na App Store

Tamanho: 114.4 MB


Overboard! - Rating: 5

terça-feira, 14 de julho de 2015

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The Detail

Atenção a todos os fãs de aventuras point-and-click, se apreciam resolver verdadeiros crimes e mistérios policiais, passem pela App Store para agarrar este The Detail da Rival Games Ltd, que está neste momento grátis na App Store.


Dentro do mesmo género que outras grandes aventuras da Telltale Inc., como por exemplo The Walking Dead, Game of Thrones, ou The Wolf Among Us, aqui começamos a história nos pés de um detective da polícia, a tentar descobrir quem anda a cometer uma série de homicídios, e também a raptar crianças.

Mas num instante nos vemos a controlar também os destinos de um criminoso, por isso preparem-se que esta história desce bem fundo aos confins do inferno, e é negra quanto baste. A história vai sendo contada como se tivessemos a ler uma boa banda desenhada, só que neste caso interactiva, pois temos decisões a tomar que levam a história numa ou outra direcção.


Por entre as cenas estilo comics, temos também cenários 3D onde controlamos o movimento do nosso personagem, e podemos tocar em vários pontos de interesse para os analisar melhor, e também falar com as personagens aí presentes. Estas conversas podem dar para o torto, e aqui vai da ética moral de cada um, seguir um caminho moralmente correcto, ou simplesmente partir para a estupidez e resolver tudo à bruta (ou não).

Os gráficos têm muita pinta, tanto nas cenas 2D animadas como nos cenários 3D, assim como a banda sonora profissional, que nos mantém agarrados com unhas e dentes a toda a trama que estamos a viver. Não vou contar mais nada, passem já pela App Store, e aproveitem bem o primeiro capítulo enquanto está gratuito. Quando o terminarem podem adquirir o segundo capítulo, se a história vos deixar agarrados, como aconteceu com a maioria das pessoas que o jogou.


The Detail na App Store (Brasil)

The Detail na App Store (Portugal)

Tamanho: 458 MB



quinta-feira, 21 de novembro de 2013

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The Shivah

Sou grande fã de aventuras point-and-click, já desde os tempos de jogos como The Secret of Monkey Island da Lucas Arts. Hoje foi lançado na App Store mais uma aventura deste género, The Shivah da Wadjet Eye, um remake do jogo original com o mesmo nome lançado em 2006, onde seremos levados a desvendar um misterioso crime.


Neste jogo seguimos os passos de Russell Stone, um Rabino que tem a sua Sinagoga sediada em Nova Iorque, e que vai ser confrontado com o assassinato de um dos antigos membros da congregação, crime do qual é o principal suspeito.

A vítima deixou-nos uma grande quantia em dinheiro na sua herança, e como era conhecido de todos o desentendimento entre nós, por causa da sua expulsão da Sinagoga há 8 anos atrás, acabou por levantar suspeitas. Cabe-nos a nós agarrar nos destinos de Russell Stone, limpar o seu nome, e descobrir quem matou a vítima, e porquê.


O jogo é uma clássica aventura de point-and-click, tirando a parte em que nos falta um rato para usar o botão esquerdo e direito para executar diferentes acções. Mas nada que não se resolva com um arrastar do dedo pelo ecrã, onde nos vão sendo mostrados os nomes dos objectos que se encontram por baixo do dedo, e ao "clicar" aparecem-nos duas opções, uma mão para usar ou activar o objecto, e uma lupa que nos permite inspeccionar o dito cujo.


Este jogo funciona bem como obra literária, um thriller policial, e até para melhorar a nossa cultura acerca da religião judaica, pois há aqui muito texto para ler em conversas que estão sempre a acontecer entre personagens, e até mesmo muitas piadas que são feitas sobre os rabinos em geral (como por exemplo, a mania que têm de responder sempre a uma pergunta com outra pergunta).


Tocando na parte de cima do ecrã permite-nos aceder ao nosso inventário, onde teremos objectos que podem interagir uns com os outros para avançar na aventura, e até pistas que poderão ser usadas para conseguir arrancar palavras essenciais de algumas personagens.

Todos os objectos podem servir como dica para desbloquear partes do jogo, como por exemplo descobrir o nome de utilizador e a palavra passe para aceder ao computador que temos na Sinagoga, etc.


O que importa referir aqui, em comparação com o jogo original de 2006, são os gráficos altamente melhorados e renovados, as vozes de actores profissionais, e a banda sonora, com um ambiente jazz algo noir, agora tocada com instrumentos reais, que nos mantêm agarrados ao mistério por resolver.

O jogo permite-nos gravar o ponto em que nos encontramos no momento, usando vários slots para este efeito, e ainda bem, porque dependendo das nossas conversas com as pessoas e as decisões que tomarmos, é possível chegar a 3 finais bem diferentes. Se estiverem curiosos para ver cada um deles, é só usar estes "Save Games", e repetir o jogo a partir desse ponto, escolhendo caminhos diferentes.

O nosso personagem começa a seguir um caminho de alguma violência ao longo do jogo, por isso ficam já avisados que este é um thriller algo pesado. Os textos e a história são bastante interessantes, que aliados aos puzzles e dedução que têm de ser feitos para avançar na trama, nos deixa com uma bela aventura a fazer lembrar os clássicos, e que recomendo vivamente a qualquer fã deste tipo de jogo.


The Shivah na App Store (Brasil)

The Shivah na App Store (Portugal)

Tamanho: 91.2 MB