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quarta-feira, 22 de julho de 2020

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TheoTown Grátis

Onde andam os fãs de jogos como o clássico Sim City? Parece que temos grande promoção na App Store com o jogo TheoTown da blueflower UG (haftungsbeschränkt), um simulador de cidades com um aspecto gráfico pixelizado retro, que está disponível neste momento completamente gratuito.


Em TheoTown podemos contar com uma magnífica jogabilidade, e o facto de conseguir manter a complexidade que muito se aprecia neste tipo de jogos, sem no entanto chegar ao ponto de ser frustrante por nos obrigar a fazer a micro gestão de tudo. Mas para quem quiser e apreciar ir ao mais ínfimo pormenor, é até possível definir rotas de autocarros para uma melhor gestão do trânsito na cidade, por exemplo.

O jogo tem sempre muita coisa disponível para fazermos, levando-nos pela mão através de uma mecânica conhecida neste tipo de jogos, onde temos de encontrar um equilíbrio entre 3 zonas de edifícios que podemos construir, zonas residenciais, zonas comerciais, e zonas industriais.


Podemos desenhar livremente o número de quadrados que queremos colocar no terreno de qualquer uma destas zonas, e depois só temos de andar atentos ao seu equilíbrio, pois se houver muitas zonas residenciais, essas pessoas vão querer trabalhar, levando-nos a construir mais zonas industriais e até zonas comerciais onde podem ir gastar o seu dinheiro.

Como gestores da cidade, teremos que garantir que os edifícios têm acesso à electricidade e água para funcionarem, e depois há que zelar pela segurança construíndo um edifício para a polícia e um para os bombeiros, construir um consultório médico ou hospital, controlar o trânsito dos automóveis mudando o sentido e direcção das ruas, etc, etc.


Como é óbvio, há que manter o povo feliz, e para isso vamos ter de garantir que há uma central para eliminar os seus resíduos, que não há poluição no ar, o que nos obriga a construir parques e a manter a zona industrial e demais centrais eléctricas afastadas das zonas residenciais, e por aí fora.

O jogo permite-nos criar várias cidades independentes, que podem ser interligadas umas com as outras, e temos também à disposição vários modos para brincar sem grandes preocupações: como o modo sandbox que nos dá acesso livre a tudo, ou com dinheiro ilimitado; para além dos modos habituais de dificuldade fácil, médio e difícil.

Com a possibilidade de carregar estruturas e edifícios conhecidos criados pelos utilizadores (através da secção de plugins), coisas como o novo World Trade Center, a Torre Eiffel, aviões, parques e outros prédios que não existem no jogo de raíz, o céu é o limite neste magnífico jogo que recomendo vivamente a qualquer fã do verdadeiro e clássico Sim City.


TheoTown na App Store

Tamanho: 170.2 MB


TheoTown - Rating: 5

quinta-feira, 19 de março de 2020

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Mini Metro

Mais uma promoção consequência dos dias que vivemos em isolamento por causa do vírus Covid-19. O excelente Mini Metro da Dinosaur Polo Club, um jogo de estratégia e simulação, onde temos de desenhar as linhas do metro para conectar as várias estações e assim gerir o trânsito das pessoas numa cidade, está hoje grátis na App Store.


O jogo tem um aspecto bem minimalista, por isso não esperem encontrar a complexidade visual de um Sim City, mas é exactamente nesta simplicidade que o jogo ganha muitos pontos, da mesma maneira que o divertido e simpático Pocket Trains. Dá para perceber isto logo no início do jogo, onde escolhemos uma cidade como Londres (famosa pelo seu London Tube e as bem conhecidas palavras "mind the gap"), e aparecem-nos apenas 3 figuras geométricas no mapa e um rio a atravessar a cidade a meio.

A ideia é ligar estas diferentes figuras com uma linha do metro, bastando para isso deslizar o dedo de uma figura para a próxima, e assim sucessivamente, até termos uma carruagem a navegar para trás e para a frente através destes pontos, transportando pessoas. Os passageiros aparecem representados por uma pequena forma geométrica escura do lado da estação (círculo, triângulo, quadrado, etc), que indica qual a estação para a qual querem viajar (a que estiver mais próxima).


Não há cá tutoriais nem ajudas, apenas uma pequena indicação animada daquilo que devemos fazer para arrancar o jogo, e a partir daí é ir jogando para perceber a mecânica de tudo isto. Mas posso adiantar algumas explicações (que não passam de opiniões no fundo). Imaginem que os círculos são as áreas residenciais onde vivem as pessoas, os triângulos os estabelecimentos comerciais, e os quadrados como se fosse o centro da cidade (estes bem mais raros que os primeiros, e igualmente mais desejados pelos passageiros). Irão aparecer também estações especiais, ainda mais raras, como uma cruz (a representar um hospital por exemplo), uma estrela, e por aí fora.

Temos portanto de manter as pessoas em movimento, levando-as para os seus destinos, com as linhas que vamos desenhando com o dedo, ligando as várias estações espalhadas pela cidade que vão surgindo a um ritmo certinho. E aqui a estratégia pode variar imenso de pessoa para pessoa, onde uns poderão criar sistemas circulares com uma linha a dar a volta inteira à cidade por fora, ou então em forma de grelha, com várias linhas a fazerem intersecção umas com as outras, certos que não tarda estaremos a fazer mudanças radicais para nos adaptarmos às novas estações que aparecem.


Em cima do lado direito temos um relógio que nos vai dando conta da passagem do tempo, e sempre que chegamos a segunda-feira, fechamos mais uma semana, e é-nos oferecido pela câmara mais algumas coisas para nos ajudar no transporte dos passageiros. Uma locomotiva por semana, e depois, aleatóriamente e para nós escolhermos, uma carruagem extra, uma linha nova, uma estação de interface (que permite ter mais passageiros à espera), túneis e pontes, etc.

O jogo conta com várias cidades à escolha (e cada uma delas será sempre aleatória quando reiniciada, assim como a posição das estações que vão surgindo aqui e ali), e há algumas que contam com grandes secções com água pelo meio, o que vai tornar a nossa tarefa bem mais complicada. Estações que apareçam separadas por água vai-nos obrigar a usar túneis ou pontes, o que irá estrangular com toda a certeza o movimento de passageiros de um lado para o outro, fazendo com que as estações se encham de gente.


Se as estações ultrapassarem um determinado número de pessoas em espera, aparece um pequeno círculo sobre a mesma, uma espécie de relógio, que vai contando durante quanto tempo a estação está com problemas, que se não forem resolvidos (os passageiros serem transportados dali para fora), perderemos o jogo. E é aqui que é contabilizada a nossa pontuação, dizendo-nos o número de dias que estivemos a operar, e quantos passageiros foram transportados (isto para competir nos rankings mundiais).

Deixo aqui algumas dicas para que não percam tempo a procurar online. Para adicionar uma estação a determinada linha, basta arrastar a linha com o dedo para cima dessa mesma estação, agarrando nela exactamente na secção que nos interessa ligar entre duas estações, ou então agarrando na parte em forma de "T", que será sempre o início ou o fim da linha. As linhas podem ser circulares, ou lineares, mas nunca podem ter ramos extra a saírem das mesmas.


Para apagar uma linha, basta segurar na secção que queremos eliminar, e arrastar para cima da estação que não queremos ver ligada (basta aguardar um segundo e vemos a animação de um círculo que nos dá a indicação que a ligação foi desfeita). Fazer alterações radicais na cidade pode ser problemático com o tempo a contar, por isso basta tocar no botão de PAUSE e teremos todo o tempo do mundo para o fazer.

Acho que no fundo não há nada como jogar algumas horas para começarmos a perceber toda a mecânica do jogo, e a ficar completamente viciados neste belíssimo jogo. O visual é bem minimalista, assim como a banda sonora, que se vai adaptando ao crescimento da cidade, inspirada em compositores como Philip Glass e Steve Reich.

Para quem joga à noite é possível activar um modo nocturno, que não chateia tanto a vista, como se pode ver na imagem aqui em cima, e existem ainda desafios diários numa cidade nova para estimular a competição entre jogadores de todo o mundo. Há também um modo onde as linhas ficam fixas, e não pode ser alteradas de nenhuma maneira. Digamos que é o modo difícil do jogo, e talvez o mais realista, porque na realidade as linhas de metro não podem ser alteradas.

O jogo foi lançado o ano passado no Steam para PC e Mac, e está disponível na App Store desde ontem pelo preço de 4,99€, o que é uma pechincha para todos os fãs de jogos de simulação e gestão de cidades, que querem ficar com um jogo no seu iPhone que nunca mais será apagado. Vejam aqui em baixo o vídeo de apresentação do jogo para ficarem com uma ideia do que vos espera, e não se esqueçam: Mind the Gap!


Mini Metro na App Store

Tamanho: 114 MB




Mini Metro - Rating: 5

segunda-feira, 29 de julho de 2019

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TheoTown

Parece que desta vez acertaram mesmo na fórmula com este TheoTown da blueflower UG (haftungsbeschränkt), um jogo que nos transporta para um autêntico Sim City 2000 com um aspecto gráfico pixelizado retro a fazer lembrar os primeiros Sim City, que muita gente continua a preferir, e temos agora finalmente disponível para iPhone e iPad.


O problema dos jogos de simulação de cidades que foram saíndo ao longo dos anos na App Store passou sempre por ser um jogo freemium com temporizadores e onde não se podia fazer nada sem pagar para acelerar o nosso progresso, ou então não havia uma verdadeira complexidade ao nível de estratégia e gestão da cidade.

No caso de TheoTown temos mesmo de ficar muito contentes pois a sua jogabilidade é o seu maior trunfo, e o facto de conseguir manter a complexidade que se aprecia neste tipo de jogo sem no entanto chegar ao ponto de ser frustrante ao nos obrigar a fazer a micro gestão de tudo. Mas para quem aprecia ir ao pormenor podemos até chegar ao ponto de definir rotas de autocarros para uma melhor gestão do trânsito na cidade, por exemplo.


O jogo tem sempre muita coisa disponível para fazermos, levando-nos pela mão através de uma mecânica conhecida neste tipo de jogos, onde temos de encontrar um equilíbrio entre 3 zonas de edifícios que podemos construir, zonas residenciais, zonas comerciais, e zonas industriais.

Podemos desenhar livremente o número de quadrados que queremos colocar no terreno de qualquer uma destas zonas, e depois só temos de andar atentos ao seu equilíbrio, pois se houver muitas zonas residenciais, essas pessoas vão querer trabalhar, levando-nos a construir mais zonas industriais e até zonas comerciais onde podem ir gastar o seu dinheiro.

Como gestores supremos da cidade, teremos que garantir que os edifícios têm acesso à electricidade e água para funcionarem, e depois há que zelar pela segurança construíndo um edifício para a polícia e um para os bombeiros, construir um consultório médico ou hospital, controlar o trânsito dos automóveis mudando o sentido e direcção das ruas, etc, etc.


Como é óbvio, há que manter o povo feliz, e para isso vamos ter de garantir que há uma central para eliminar os seus resíduos, que não há poluição no ar, o que nos obriga a construir parques e a manter a zona industrial e demais centrais eléctricas afastadas das zonas residenciais, e por aí fora.

O jogo permite-nos criar várias cidades independentes, que podem ser interligadas umas com as outras, e temos também à disposição vários modos para brincar sem grandes preocupações: como o modo sandbox que nos dá acesso livre a tudo, ou com dinheiro ilimitado; para além dos modos habituais de dificuldade fácil, médio e difícil.

Com a possibilidade de carregar estruturas e edifícios conhecidos criados pelos utilizadores (através da secção de plugins), coisas como o novo World Trade Center, a Torre Eiffel, aviões, parques e outros prédios que não existem no jogo de raíz, o céu é o limite neste magnífico jogo que recomendo vivamente a qualquer fã do verdadeiro e clássico Sim City.

Se forem rápidos e quiserem experimentar este jogo, temos aqui dois códigos oferecidos  pela equipa responsável pela criação de TheoTown. Mostrem lá que são capazes de construir magníficas cidades: M9W7HTWYW3ER
XE9AAEANW6RW


TheoTown na App Store

Tamanho: 116.8 MB


TheoTown - Rating: 5

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

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Pocket City

Eis que é finalmente chegado o dia de passarmos a ter um verdadeiro Sim City nos nossos iPhones. Ao contrário de alguns que prometeram tanto mas que se perderam algures no caminho, o jogo Pocket City de Bobby Li, é tudo aquilo que os fãs do conceito do Sim City original estavam à procura, e ainda mais.


Primeiro e mais importante, não se trata de um jogo freemium, e não há cá micro compras in-app para avançar mais depressa no jogo, nada disso. Compramos o jogo e temos direito a perder todas as horas que quisermos da nossa vida a construir e evoluir uma cidade espectacular.

Começamos em modo de tutorial, tudo muito simples, são precisas casas para atrairmos pessoas para virem morar para a nossa cidade, e é preciso zonas industriais para que as pessoas possam trabalhar e ganhar dinheiro, e também zonas de comércio onde se pode gastar o dinheirinho e gerar dinheiro para a cidade em impostos.

É claro que nada disto funciona se não houver os serviços básicos de electricidade e água, por isso há que tratar disso imediatamente, e como estamos no início e não há muito dinheiro, temos de optar por soluções mais poluentes para o fornecimento de electricidade, o que é uma chatice com o aquecimento global aí à porta e tal. Mas nada que não seja contrabalançado com a plantação de algumas árvores para deixar o ar mais limpo e as pessoas felizes.

Sim, há que ter cuidado com a felicidade das pessoas, e para isso vamos visitando as estatísticas da cidade, e se vemos que a felicidade está em baixo, há que construir zonas de entretenimento, uma praia aqui, um parque ali, etc. É também aqui que podemos ter uma ideia daquilo que precisamos de construir para manter a cidade equilibrada, assim como na parte superior do ecrã que nos mostra com 3 barras verticais quais as zonas que têm mais procura no momento (comércio, residências, indústria).

O modo de tutorial inicial pode ser desactivado pelos profissionais de jogos de simulação de cidades como o Sim City, mas acho que está muito bem conseguido, e vai-nos dando pequenas missões e objectivos de forma faseada à medida que vamos subindo de nível e novos edifícios e estruturas vão sendo desbloqueados. Seja como for, há até um modo Sandbox onde podemos construir livremente sem limites de dinheiro e espaço, para quem quiser perder a cabeça.

As missões mantêm-nos focados naquilo que precisamos de fazer a seguir para ganhar mais algum dinheiro e experiência, mas neste jogo somos livres de seguirmos o caminho que nos bem apetecer. Há que ter cuidado no entanto que o crime e os incêndios estão já ali ao virar da esquina, e há que estar preparado. Isto e os famosos desastres naturais que têm o péssimo hábito de destruir por completo a cidade (isto pode ser desactivado, mas os desastres naturais fazem parte da vida, por isso é deixar essa opção quietinha).

Pocket City não decepciona, é o Sim City que toda a gente aguardava há imenso tempo para chegar aos seus iPhones. Ao nível gráfico é impecável, sendo possível fazer zoom in até bem perto das ruas, sendo possível ver as pessoas a caminhar e aquilo que estão a pensar, inclusive vê-las a festejar nos vários eventos que vão acontecendo na cidade. O burburinho e sons da cidade é algo sempre presente, e está muito bem conseguido para nos manter imergidos no ambiente que nos rodeia.

Se passarem pelas definições vão descobrir mil e uma coisas para melhorar a experiência no iPhone, como por exemplo escolher entre jogar com o iPhone na vertical ou na horizontal, mudar a qualidade dos gráficos (o que pode ajudar a correr melhor em iPhones mais antigos, ou mesmo para poupar um pouco a bateria) e a taxa de refrescamento do ecrã, etc. Temos aqui um jogo bem completo que recomendo vivamente a qualquer fã deste tipo de jogo.


Pocket City na App Store

Tamanho: 27.2 MB




Pocket City - Rating: 5

terça-feira, 13 de março de 2018

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Pixel Plex

Os fãs de Sim City podem passar agora pela App Store e agarrar o gratuito Pixel Plex da Toast Mobile, um simulador de cidades onde temos de construir uma cidade junto com outros 39 jogadores, um quarteirão de cada vez.


Este não é o jogo Sim City que há muito aguardam, mas Pixel Plex traz um conceito novo e interessante que pode agarrar de imediato uma grande quantidade de pessoas, e ao mesmo tempo afastar outras tantas. Convém perceber ao que se vem, senão fica-se logo frustrado nos primeiros minutos de jogo e desiste-se de imediato.

Em Pixel Plex arrancamos numa cidade que pode ter até 40 pessoas a colaborar na sua construção, cada um começando com o seu quarteirão vazio pronto a colocar todo o tipo de edifícios que fazem parte de uma cidade.

Uma cidade sem pessoas não é uma cidade, por isso convém começar logo por construir uma cabana, para atrair moradores. Com pessoas a viver no nosso quarteirão, podemos (e devemos) construir um lenhador para obter madeira, esse recurso tão importante para poder construir todo o tipo de edifícios.

De seguida convém concentrar os nossos esforços em construir uma fábrica de cimento, porque sem tijolos não se pode evoluir como deve ser numa cidade que se quer cosmopolita. Garantindo assim a produção destes recursos tão importantes, podemos evoluir as nossas cabanas para uma casa, um duplex, condomínio, ou mesmo um motel, etc, que faz com que venham ainda mais moradores.

E precisamos mesmo de mais moradores, porque para uma cidade funcionar como deve ser temos de ter serviços, e portanto há que construir um pequeno restaurante, uma quinta, um café, uma estação de serviço, uma clínica, etc, etc.

Os moradores podem assim ir trabalhar nesses serviços, fazendo avançar a economia do nosso quarteirão, sendo sempre mais eficiente e lucrativa se tivermos estas pessoas a trabalhar nos seus empregos de sonho. Convém portanto verificar se estão a trabalhar no local que gostariam, e assim despedi-los e contratá-los noutro serviço (ao estilo do jogo Tiny Tower), e até mesmo despejá-los da sua morada para conseguirmos um novo morador com perspectivas de carreira que nos sejam mais favoráveis.

Uma das características únicas deste jogo é o facto de podermos contratar moradores de quarteirões que estejam à nossa volta (dos 8 quarteirões em redor do nosso quarteirão específicamente), e o mesmo para os outros jogadores. O jogo vive um pouco da cooperação entre os 40 jogadores que estão numa mesca cidade, e portanto há um local para trocas de recursos entre jogadores, e há um chat geral entre todos para comunicação e para combinar trocas, etc.

O jogo tem eleições a cada 2 dias, podendo os 40 jogadores votar em quem querem eleger para Mayor da cidade. Esse Mayor poderá então modificar as leis da cidade em vigor, que poderão dar um bónus nos recursos que recebemos por hora, ou melhorar o número de recursos que podemos encontrar no barco que circula à volta da ilha (a cada 3 minutos disponibiliza recursos grátis), ou mesmo até afectar o mercado de acções.

Pois é, o jogo deixa-nos investir na bolsa da cidade, comprando e vendendo acções sempre que o mercado estiver a nosso favor. Comprar barato e vender caro é o ideal, mas temos de perceber quando é que a bolsa está a tender para o nosso lado, e não para o lado contrário. Isto é afectado por coisas como quantas pessoas estão online a cada momento, se há construções a acontecer, se se estão a fazer trocas entre jogadores, etc.

O jogo tem poucos dias e ainda não se percebe muito bem qual será o futuro do jogo, mas é certo que tem já uma comunidade bem activa de gente interessada e completamente agarrada ao jogo, desbloqueando cada vez mais edifícios, construíndo projectos de lazer para manter os moradores satisfeitos, adquirindo novos quarteirões, e assim expandir ainda mais a cidade.

Se apreciam este tipo de jogos de simulação e gestão de cidades, recomendo vivamente que experimentem este Pixel Plex, e que lhe dêem tempo para perceber se se encaixa nos vossos gostos ou não. A parte colaborativa entre jogadores é algo que enriquece e muito a experiência, e é algo diferente que ainda não se tinha encontrado em qualquer outro jogo do género.


Pixel Plex na App Store

Tamanho: 182.5 MB




Pixel Plex - Rating: 4

terça-feira, 18 de outubro de 2016

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Mini Metro

Depois de 1 ano de grande sucesso no Steam, eis que chega finalmente à App Store o excelente Mini Metro da Dinosaur Polo Club, um jogo de estratégia e simulação, onde temos de desenhar as linhas do metro para conectar as várias estações e assim gerir o trânsito das pessoas numa cidade.


O jogo tem um aspecto bem minimalista, por isso não esperem encontrar a complexidade visual de um Sim City, mas é exactamente nesta simplicidade que o jogo ganha muitos pontos, da mesma maneira que o divertido e simpático Pocket Trains. Dá para perceber isto logo no início do jogo, onde escolhemos uma cidade como Londres (famosa pelo seu London Tube e as bem conhecidas palavras "mind the gap"), e aparecem-nos apenas 3 figuras geométricas no mapa e um rio a atravessar a cidade a meio.

A ideia é ligar estas diferentes figuras com uma linha do metro, bastando para isso deslizar o dedo de uma figura para a próxima, e assim sucessivamente, até termos uma carruagem a navegar para trás e para a frente através destes pontos, transportando pessoas. Os passageiros aparecem representados por uma pequena forma geométrica escura do lado da estação (círculo, triângulo, quadrado, etc), que indica qual a estação para a qual querem viajar (a que estiver mais próxima).


Não há cá tutoriais nem ajudas, apenas uma pequena indicação animada daquilo que devemos fazer para arrancar o jogo, e a partir daí é ir jogando para perceber a mecânica de tudo isto. Mas posso adiantar algumas explicações (que não passam de opiniões no fundo). Imaginem que os círculos são as áreas residenciais onde vivem as pessoas, os triângulos os estabelecimentos comerciais, e os quadrados como se fosse o centro da cidade (estes bem mais raros que os primeiros, e igualmente mais desejados pelos passageiros). Irão aparecer também estações especiais, ainda mais raras, como uma cruz (a representar um hospital por exemplo), uma estrela, e por aí fora.

Temos portanto de manter as pessoas em movimento, levando-as para os seus destinos, com as linhas que vamos desenhando com o dedo, ligando as várias estações espalhadas pela cidade que vão surgindo a um ritmo certinho. E aqui a estratégia pode variar imenso de pessoa para pessoa, onde uns poderão criar sistemas circulares com uma linha a dar a volta inteira à cidade por fora, ou então em forma de grelha, com várias linhas a fazerem intersecção umas com as outras, certos que não tarda estaremos a fazer mudanças radicais para nos adaptarmos às novas estações que aparecem.


Em cima do lado direito temos um relógio que nos vai dando conta da passagem do tempo, e sempre que chegamos a segunda-feira, fechamos mais uma semana, e é-nos oferecido pela câmara mais algumas coisas para nos ajudar no transporte dos passageiros. Uma locomotiva por semana, e depois, aleatóriamente e para nós escolhermos, uma carruagem extra, uma linha nova, uma estação de interface (que permite ter mais passageiros à espera), túneis e pontes, etc.

O jogo conta com várias cidades à escolha (e cada uma delas será sempre aleatória quando reiniciada, assim como a posição das estações que vão surgindo aqui e ali), e há algumas que contam com grandes secções com água pelo meio, o que vai tornar a nossa tarefa bem mais complicada. Estações que apareçam separadas por água vai-nos obrigar a usar túneis ou pontes, o que irá estrangular com toda a certeza o movimento de passageiros de um lado para o outro, fazendo com que as estações se encham de gente.


Se as estações ultrapassarem um determinado número de pessoas em espera, aparece um pequeno círculo sobre a mesma, uma espécie de relógio, que vai contando durante quanto tempo a estação está com problemas, que se não forem resolvidos (os passageiros serem transportados dali para fora), perderemos o jogo. E é aqui que é contabilizada a nossa pontuação, dizendo-nos o número de dias que estivemos a operar, e quantos passageiros foram transportados (isto para competir nos rankings mundiais).

Deixo aqui algumas dicas para que não percam tempo a procurar online. Para adicionar uma estação a determinada linha, basta arrastar a linha com o dedo para cima dessa mesma estação, agarrando nela exactamente na secção que nos interessa ligar entre duas estações, ou então agarrando na parte em forma de "T", que será sempre o início ou o fim da linha. As linhas podem ser circulares, ou lineares, mas nunca podem ter ramos extra a saírem das mesmas.


Para apagar uma linha, basta segurar na secção que queremos eliminar, e arrastar para cima da estação que não queremos ver ligada (basta aguardar um segundo e vemos a animação de um círculo que nos dá a indicação que a ligação foi desfeita). Fazer alterações radicais na cidade pode ser problemático com o tempo a contar, por isso basta tocar no botão de PAUSE e teremos todo o tempo do mundo para o fazer.

Acho que no fundo não há nada como jogar algumas horas para começarmos a perceber toda a mecânica do jogo, e a ficar completamente viciados neste belíssimo jogo. O visual é bem minimalista, assim como a banda sonora, que se vai adaptando ao crescimento da cidade, inspirada em compositores como Philip Glass e Steve Reich.

Para quem joga à noite é possível activar um modo nocturno, que não chateia tanto a vista, como se pode ver na imagem aqui em cima, e existem ainda desafios diários numa cidade nova para estimular a competição entre jogadores de todo o mundo. Há também um modo onde as linhas ficam fixas, e não pode ser alteradas de nenhuma maneira. Digamos que é o modo difícil do jogo, e talvez o mais realista, porque na realidade as linhas de metro não podem ser alteradas.

O jogo foi lançado o ano passado no Steam para PC e Mac, e está disponível na App Store desde ontem pelo preço de 4,99€, o que é uma pechincha para todos os fãs de jogos de simulação e gestão de cidades, que querem ficar com um jogo no seu iPhone que nunca mais será apagado. Vejam aqui em baixo o vídeo de apresentação do jogo para ficarem com uma ideia do que vos espera, e não se esqueçam: Mind the Gap!


Mini Metro na App Store

Tamanho: 114 MB




Mini Metro - Rating: 5

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

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SimCity BuildIt

Ok, podem pousar o ANNO: Build an Empire por um segundo, que acabou de cair na App Store outro jogo para construir cidades que vocês vão adorar. Estou a falar de SimCity BuildIt da Electronic Arts, o verdadeiro e único, e podem encontrá-lo completamente gratuito na App Store.


Como Mayor da cidade que ainda não existe, teremos que começar por criar uma estrada, criar uma zona residencial, instalar os primeiros serviços básicos, água e luz (escolher uma fonte de energia renovável, ou começar a poluir o ar com carvão?), uma fábrica para produzir materiais de construção, e começar a evoluir as casas para prédios, e atender às necessidades e pedidos dos novos habitantes (construir parques, afastar a poluição das fábricas, para manter o povo contente, e a pagar impostos).

O jogo é todo ele em 3D, com uns gráficos espectaculares (e pelos vistos não é muito puxado para o processador, que passada meia hora o iPhone não estava a ferver), sendo possível aproximar o zoom ao máximo, rodar o mapa, assim como o ângulo de visão.


Gerir uma cidade não é pêra doce, por isso preparem-se para pôr essas fábricas e lojas de ferramentas a debitar (sim, temos de colocar manualmente os materiais em produção, isto se quisermos continuar a jogar sem pagar um tostão, é assim), e tenham atenção que à medida que a cidade vai crescendo, também as necessidades dos cidadãos vão ser maiores, obrigando-nos a construir novos edifícios para satisfazer as necessidades do povo.

Mais para a frente poderemos desbloquear edifícios que nos permitem ter desastres naturais a actuar sobre a cidade, edifícios que nos permitem realizar trocas de materiais e produtos com outros jogadores, desbloquear edifícios famosos como o Big Ben ou o Arco do Triunfo, etc.

Desde o início do ano que temos visto notícias que mencionavam a ligação constante da Electronic Arts a vários fãs do Sim City, que iam experimentando o jogo em desenvolvimento, e dizendo aquilo que gostavam de ver no jogo, e aquilo que achavam mal. Para já, parece-me que o resultado foi excelente, por isso, se são fãs do Sim City, não sei o que estão a fazer aqui a ler isto. Vejam aqui em baixo a trailer do jogo e comecem já a construir a vossa grande cidade.


SimCity BuildIt na App Store (Brasil)

SimCity BuildIt na App Store (Portugal)

Tamanho: 97.6 MB