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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

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There Is No Game: Wrong Dimension

Lembram-se do jogo There Is No Game: Jam Edition? Pois bem, em Dezembro foi finalmente lançado o jogo oficial, e é mesmo tão bom como se esperava que fosse. Chama-se There Is No Game: WD da Draw Me A Pixel, e é a minha escolha de jogo do ano para 2020 sem qualquer sombra de dúvidas.

Aventuras do género Point-and-click são de facto as minhas favoritas, especialmente quando se aproximam da genialidade dos The Secret of Monkey Island da Lucas Arts. E neste jogo, para além do quebrar da quarta parede e do constante pensar fora da caixa, o humor do jogo é perfeito, e encaixa perfeitamente no tipo de jogos que se jogavam nos anos 80, como Monkey Island, Day of the Tentacle, etc.

Algumas questões técnicas sobre o jogo, as vozes que se ouvem estão em inglês, mas podemos activar as legendas em Português do Brasil. Quem tiver um iPhone ou iPad sem home button, e tiver aquela barra irritante a aparecer em baixo sobre o jogo, aconselho-vos a activar o atalho de acesso guiado que bloqueia o ecrã com 3 toques no botão de bloquear, que assim a barra desaparece enquanto estamos a jogar, para que não a activemos acidentalmente.


A maneira como o jogo nos vende a ideia de que não é um jogo, e que não há nada para fazer aqui, começa logo no ecrã principal, que nos leva a carregar no botão para sair, e que nos leva de facto para fora do não jogo, obrigando-nos a abrir o jogo novamente. A partir daí estaremos sempre acompanhados pelo jogo, e a sua voz com sotaque russo, que primeiro parece ser nosso inimigo, mas depressa percebemos que teremos de ser aliados para nos vermos livres de um bug no jogo, que tenta destruir tudo.

Pensar fora da caixa será obrigatório para resolver os puzzles e quebra cabeças que nos vão aparecendo pela frente. Nenhum dos puzzles me pareceu absolutamente impossível, e há sempre o botão da ajuda que nos dá algumas pistas sobre alguns items no ecrã. Não diz exactamente o que fazer, mas aponta-nos na direcção certa. O melhor mesmo será não carregar no botão de ajuda, e estar bem atento à conversa do narrador (o jogo), que esse sim nos dá pistas mais leves, mas que nos apontam também na direcção da resolução dos puzzles que temos à nossa frente.

Desde tentar fazer hacking a um sistema operativo, passeando pelas várias pastas e apps que este nos proporciona, a entrar em vários jogos de géneros clássicos, como uma aventura point-and-click que não controlamos o que se passa no ecrã directamente, mas podemos tentar influenciar o que se passa lá dentro, e até um RPG onde o herói é um pouco burrinho, e terá de contar com toda a ajuda que lhe conseguirmos dar para levá-lo até ao final do seu jogo.

Dei por mim a rir muito com as piadas e humor do jogo, e com as mecânicas que temos de encontrar para solucionar os vários quebra cabeças. Utilizar um telefone antigo de disco com números é qualquer coisa de nostálgico e divertido, e as referências aos jogos clássicos que se foram jogando ao longo dos anos é simplesmente incrível, e faz-nos viajar no tempo de uma forma bem emocional.

Se estão na dúvida do jogo que têm aqui à vossa frente, experimentem primeiro o joguinho que fizeram na brincadeira que deu o mote para este, o There Is No Game: Jam Edition, que podem encontrar gratuito na App Store. Mas podem sair daqui com a certeza que este jogo é mesmo espectacular, e não vão dar o vosso tempo por perdido, que este é para mim o jogo de 2020 que não devem perder de maneira nenhuma.


There Is No Game: WD na App Store

Tamanho: 695.9 MB


Clash Royale - Rating: 5

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

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There Is No Game: Jam Edition

Isto não é um jogo. Afinal de contas está no próprio nome do jogo. Não jogo. Porque não é um jogo. É esta a premissa de There Is No Game: Jam Edition da Draw Me A Pixel, um jogo gratuito hilariante que não é um jogo, mas gratuito, que foi criado numa game jam, e que serve de ponto de entrada para um novo jogo que vem a caminho para a semana.

O screenshot aqui em cima engana, porque isto não é um jogo. Portanto esta imagem parece mostrar que há um jogo por detrás disto tudo. Mas haverá mesmo? É algo que terão de experienciar por vocês mesmos. Prometo-vos que sim, há de facto um jogo por detrás disto tudo, com carradas de bom humor, e que nos obriga a algum pensamento fora da caixa.

É um jogo point-and-click bem curtinho, com alguns puzzles para resolver. Se perderem meia hora do vosso tempo é muito, mas será com toda a certeza uma meia hora bem passada, e com um sorriso nos lábios. Põe-nos a pensar, pois há puzzles que temos de encontrar a solução, e é quase a base perfeita para a maioria dos melhores jogos point-and-click que existem.


O jogo está em inglês, por isso convém estar à vontade com a língua, pois o não jogo fala connosco em inglês. Já tinha dito não já? Acho que sim. Há dois finais, por isso podem sempre voltar a jogar rapidamente em poucos minutos o não jogo de novo, para verificarem o que se passa no outro final. Uma boa risota nunca é demais, por isso repete-se na boa.

Este jogo, ou não jogo, serve de carta de apresentação para outro não jogo que vai ser lançado no dia 17 de Dezembro, e que podem já reservá-lo se acharem que é digno da vossa atenção. Um não jogo chamado There Is No Game: Wrong Dimension, que pela sua trailer no YouTube, parece ser bem hilariante e com muito jogo por detrás. Este já virá com legendas em Português, portanto, já sabem mais ou menos com o que contar. Muita risota, e puzzles excelentes cheios de referências aos jogos da nossa infância e não só.


There Is No Game: Jam Edition na App Store

Tamanho: 114.6 MB

 

sexta-feira, 24 de julho de 2020

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Felix The Reaper

Um jogo que teve grande sucesso quando foi lançado para PC e Mac, Felix The Reaper da Kong Orange / Daedalic Entertainment, chega agora ao iPhone e iPad, com os níveis reinventados especialmente para iOS, teremos de ajudar um aprendiz da morte a levar a cabo uma data de tarefas macabras, e podem contar com muito humor negro à mistura e algumas vozes famosas.


Quando ouvi a voz a narrar as primeiras cenas do jogo, pensava que estava a começar o filme The Nightmare Before Christmas (Estranho Mundo de Jack), e não podia estar mais certo, pois trata-se do mesmo actor espectacular, o Capitão Picard de Star Trek, o grande Patrick Stewart. Só por isto o jogo sobe logo uns valentes pontos na pontuação, que traz logo uma personalidade e qualidade enormes a este Felix The Reaper.

Nos menus de acesso aos vários puzzles, temos também disponível variadíssima informação sobre a morte ao longo dos tempos, como era encarada pelos diferentes povos, como foi romanticizada e até musicada, o que faz com que seja o tema principal deste jogo, um aprendiz da morte que está com os seus headphones na cabeça, sempre a dançar e a ouvir música.


Neste jogo vestimos a pele de Felix The Reaper, um aprendiz que trabalha para o Ministério da Morte, que contando com a voz do seu guia (Patrick Stewart), vai começar as suas primeiras tarefas no mundo dos mortais, apanhando um elevador sobrenatural desde as profundezas da terra até à superfície, onde poderá aí parar o tempo e manipular e mover os objectos a seu bel prazer para conseguir que as mortes ocorram como planeado pelo Ministério da Morte.

Mas Felix só aceitou este trabalho porque está apaixonado. Por incrível que pareça, Felix está apaixonado pela vida, aqui representada por uma mulher alegre e vistosa, a quem Felix quer impressionar com os seus passos de dança, e por isso está sempre a praticar, mesmo quando está a mover as peças de xadrez para obter mais uma morte com sucesso.

Ao parar o tempo, Felix tem de mover as peças para o seu lugar, de maneira a que quando o relógio começar a contar, as mortes aconteçam. Com mover as peças para o seu lugar, quero dizer que tem de tirar um obstáculo do caminho de uma lança que vai na direcção de um veado (ou pessoa), e fazer com que outras coisas aconteçam, tudo já previamente planeado pelo Ministério da Morte, mas que nos cabe a nós executar com sucesso.


Podia-se dizer que é uma espécie de Sokoban, pois temos de arrastar objectos e transportá-los do ponto A para o ponto B, mas os puzzles são bem mais que isto. Felix apenas se pode mover na sombra, e portanto tem de evitar o sol. Terá portanto de caminhar sempre na sombra das árvores e outros obstáculos, e a partir de logo bem cedo, transportar os objectos para os lugares que farão a sombra que precisamos para nos movermos à vontade no terreno. Esta vai ser a mecânica essencial e sempre presente por todo o jogo, assim como a capacidade de movermos a posição do sol carregando num botão do lado direito em baixo.

No entanto, o jogo ao ser redesenhado para iOS, fez com que 75% dos níveis fossem completamente modificados em relação à sua versão para computador, e há 3 novas mecânicas que foram introduzidas e que tornam as coisas mais interessantes e desafiantes.

Temos aqui um jogo 3D com mais de 50 puzzles para resolver, atravessando 4 mundos diferentes e 5 histórias da morte, nível de dificuldade hardcore para os fãs de puzzles, mais de 10 músicas de artistas diferentes para ouvir, e passos de dança criados por verdadeiros dançarinos. Se ficaram curiosos, podem sempre experimentar a demo para PC e Mac na página do Steam, mas podem ter a certeza que temos em mãos um jogo de grande qualidade que funciona ainda melhor no ecrã táctil do iPhone e iPad.


Felix The Reaper na App Store

Tamanho: 2 GB



terça-feira, 17 de setembro de 2019

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Home Runtaro

E pelos vistos os Japoneses da Hap Inc. continuam a sua demanda a fazer jogos completamente loucos, como é o caso do mais recente Home Runtaro, um jogo gratuito que nos põe nos pés de um jogador de baseball, onde teremos que acertar com o taco na bola e evitar todas as coisas malucas que nos atiram.


Somos o batedor, e temos de bater todas as bolas que os diferentes atiradores lançam na nossa direcção. A ideia é fazer Homeruns, e não falhar a bola, pois temos apenas 3 vidas. O problema é que o atirador lembra-se de atirar coisas que não têm nada a ver, e se acertarmos com o taco nesses objectos, perdemos imediatamente o jogo.

Para não ajudar os atiradores também vão variando, e é aqui que reside a grande piada do jogo, e também alguma estranheza à mistura. Do clássico atirador de baseball passamos para uma iguana, um pai natal que atira presentes junto com as bolas, a estátua da liberdade, um menino com o seu drone, ninjas e os seus shurikens, etc, etc.


O jogo é absolutamente louco, mas é também um grande desafio. Temos de acertar na bola no local certo no momento certo, e isso não é tão fácil como parece, especialmente quando os atiradores nos atiram outras coisas para além da bola, ou o fazem com diferentes timings, ou mesmo com bolas invisíveis.

Como é costume dizer-se, "não julguem um livro pela sua capa", e aqui é mesmo verdade aplicando o ditado a um jogo. As animações bem simples assim como os gráficos desenhados à mão por este criador Indie, parecem gritar "amador", mas não podia estar mais longe da verdade. Estes jogos da Hap Inc. são bem divertidos e saiem completamente da caixa, deixando-nos surpresos a cada momento.


Home Runtaro na App Store

Tamanho: 57.9 MB

terça-feira, 4 de novembro de 2014

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Surgeon Simulator

Muitos sustos apanhei eu em míudo a jogar o jogo da operação, onde qualquer toque com a pinça no corpo do paciente fazia com que este berrasse de dor a plenos pulmões. O jogo que fez sucesso em várias plataformas, incluíndo o iPad, pode agora ser instalado finalmente num iPhone. Estou a falar de Surgeon Simulator da Bossa Studios, um jogo cómico que nos faz vestir a bata de um cirurgião tresloucado numa sala de operações.


Comentários como "Shh! I Dentist Now!", deixam logo adivinhar o bom humor do jogo, quase como se nós, o cirurgião, fossemos um autêntico troglodita, um idiota que em em vez de salvar o paciente, faz tudo errado, e da pior maneira possível (para não dizer sádica mesmo).

Começamos o jogo sentados na secretária do Senhor Doutor, onde temos o telefone, a agenda electrónica, as fichas dos pacientes, etc, tudo coisas que podemos mover desajeitadamente com a mão. Primeiro temos de assinar um termo de responsabilidade, coisa que mal conseguimos fazer com a caneta, mais parecendo um bêbado de olhos fechados. De seguida vamos até à agenda electrónica aprender os procedimentos da cirurgia que temos agendada, um transplante de coração, nada mais fácil para começar, certo?


A "vítima" é sempre a mesma, o paciente Bob, pobre desgraçado, mal sabe o que o espera. A anestesia começa a fazer efeito, ouvimos os pi pis do ritmo cardíaco, e podemos começar a seguir as instruções que lemos momentos antes na agenda electrónica. Pegar no bisturi para abrir o peito (ou uma tesoura, ninguém está a olhar e não, por isso força aí!), e depois agarrar na mini serra eléctrica para cortar as costelas, uma a uma (de martelo também serve, o Bob é que pode não gostar muito, especialmente quando o martelo fica preso nas costelas e acabamos por fazer muitos estragos a tentar retirá-lo).

Tentar controlar estes utensílios é hilariante, pois parece que estamos com uma grande bebedeira, que as mãos teimam em não obedecer da forma que gostaríamos. Seja como for, se não matarmos o paciente até chegar ao coração, retiramo-lo cá para fora, colocamos o novo lá dentro, suturamos, e já está, primeira cirurgia concluída com sucesso (o mais provável é matarem o Bob umas 10 vezes antes de conseguirem realizar o transplante com sucesso, mas aí é que está a piada do jogo).


Bom, mas nem tudo é uma brincadeira (ai isso é que é), se quiserem levar isto um pouco a sério, podemos de facto estar atentos ao ritmo cardíaco durante a cirurgia, e administrar mais anestesia carregando no botão azul com a máscara de gás para tentar estabilizar o paciente, ou numa emergência dar-lhe uma injecção de qualquer coisa boa que anime um pouco mais a nossa vítima (coff coff, paciente). Os choques eléctricos também são uma óptima maneira de salvar o Bob (yeah right).

Temos no total uma série de divertidas cirurgias para ultrapassar, transplante de coração, transplante de rins, transplante dos olhos (ver o paciente com os olhos cá fora depois de lhe darmos uma dúzia de vezes com o martelo na cabeça é qualquer coisa que só visto), e transplante dos dentes (quem é que não gosta de ir ao dentista?).


O jogo está cheio de pormenores hilariantes, a começar pelos vários comentários que vão aparecendo a falar da nossa brilhante performance, às armas que escolhemos para "atacar o nosso paciente", e até a coisas altamente geek, como aceder à agenda electrónica e ter lá uma espécie de Flappy Bird para jogarmos nos tempos livres (sim, funciona mesmo).

Se isto tudo vos parece extremamente ridículo, mas sentem uma vontade imensa e incontrolável de experimentar todas as ferramentas de um cirurgião nas entranhas do pobre Bob, então é passar pela App Store e agarrar este Surgeon Simulator, que de umas boas gargalhadas não nos livramos

Nota: O jogo foi recentemente actualizado com um paciente especial e 6 novos transplantes ("E.T. phone home"?!?), um modo multijogador, e até uma nova secção onde podemos ir passear as camas para os corredores do hospital. Pois, se conseguirmos salvar o paciente, ele irá concerteza para casa com um braço no lugar da perna, e um olho pendurado na orelha. Não será de esperar outra coisa! :D


Surgeon Simulator na App Store (Brasil)

Surgeon Simulator na App Store (Portugal)

Tamanho: 277 MB