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segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

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Stranger Things 3: The Game

Depois do excelente e gratuito primeiro jogo ligado à série de televisão Stranger Things, temos agora também o segundo jogo Stranger Things 3: The Game da BonusXP Inc., que está ligado directamente à terceira temporada da série, e que nos volta a levar para Hawkins para viver uma grande aventura com os nossos heróis favoritos.


Saltando da simples visão 2D estilo Zelda do primeiro jogo, desta vez temos um estilo gráfico com uma visão isométrica da cidade e dos seus personagens, ainda a fazer lembrar os jogos de máquinas e das consolas 16-bit com um visual algo pixelizado, mas com um bocadinho mais de atenção ao detalhe e pormenor.

Para os fãs da série, não há dúvidas que este jogo é completamente obrigatório, pois segue quase à risca os eventos da terceira temporada. Reviver estes momentos novamente é fantástico, e portanto há que chamar à atenção de todas as pessoas que ainda não viram a última temporada da série pois há aqui vários spoilers.


O jogo continua a ser uma aventura RPG com muitos combates clássicos Beat' Em' Up, onde há alguns puzzles para resolver aqui e ali com os nossos heróis. Temos sempre dois heróis presentes no ecrã, apesar do grupo poder ser bem maior, e estarem lá todos os nossos personagens favoritos.

Basta tocar na cara dos heróis para trocar por outro qualquer personagem que esteja disponível no grupo. E vamos ter de fazer isto muitas vezes, pois cada herói tem as suas próprias habilidades, seja em termos de ataque, seja em termos de fazer coisas que os outros não conseguem, como aceder a computadores e fechaduras (como é o caso do Dustin), abrir cadeados de portas com um alicate, etc, etc.


Algumas das habilidades que podemos activar dos nossos heróis têm um mini puzzle para resolver por trás, o que normalmente é algo bem simples, mas que tem a sua piada. No que toca a combates é preciso ter atenção às armas de cada um, pois alguns conseguem atacar à distância com a fisga e bombas que podem ser usadas para destruir impedimentos no caminho, como rochas gigantes.

Para além da estrutura de missões RPG onde vamos falando com várias personagens da cidade de Hawkins e fazendo aquilo que nos pedem, e aqui temos a liberdade de fazer o que nos apetece, viajando livremente pelos vários locais conhecidos da série e a realizar as missões que nos interessar no momento (algumas para avançar na história, outras apenas para ganhar dinheiro e poderes para os nossos heróis), há muitos combates Beat' Em' Up para fazer, e um imenso jogo point-and-click onde conversamos com personagens, ou visualizamos os personagens a interagir entre si em cenas animadas como no clássico The Secret of Monkey Island.


Os nossos heróis podem ter activados certos items que lhes dão mais poderes nos momentos em que estão a combater os vilões, e estes items têm de ser construídos por nós em bancadas de oficina. Para cada item especial temos de encontrar os objectos que precisamos para os construir, seja a comprar nas várias lojas que estão espalhadas pela cidade, ou então a ganhar através das missões que nos dão para fazer.

Há muitos "puzzles" para resolver durante as quase 8 horas de jogo, usando por exemplo um herói para pisar uma plataforma no chão para manter uma porta aberta, ou caminhando numa zona repleta de câmaras de segurança com um herói, enquanto o outro fica noutra zona a manipular um computador que vai alternando quais as câmaras activas em cada momento.

Este é com toda a certeza um jogo que agradará a todos os fãs da série, mas tendo em conta a mistura de géneros e mecânicas de jogos antigos e jogos mais recentes, é um jogo que também será bem visto por muitos outros jogadores que não estejam a par da série. Os amantes de RPG's têm aqui muita coisa para explorar e descobrir, e mesmo não estando a par da história, é um jogo bem interessante e com muito charme.


Stranger Things 3: The Game na App Store

Tamanho: 884.4 MB



sexta-feira, 20 de setembro de 2019

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Apple Arcade - Oceanhorn 2

Para aqueles que não estão a viver numa caverna nem debaixo de um rochedo, devem ter reparado que ontem foi lançado o iOS 13, e com ele oficialmente o Apple Arcade, o serviço de jogos da Apple sem publicidade, pago através de uma mensalidade fixa de 4,99€ (com os primeiros 30 dias gratuitos para se experimentar livremente), e que vai contar com mais de 100 jogos (neste momento temos cerca de 60 e tal jogos disponíveis).


Tenho de confessar que o primeiro jogo que instalei foi logo o Oceanhorn 2 - Knights of the Lost Realm, um jogo de aventuras estilo o clássico A Lenda de Zelda, e que tem uma qualidade gráfica incrível, isto sem derreter o iPhone com o calor intenso que estes jogos normalmente causam nos iPhones (de qualquer maneira, e dependendo do iPhone que temos, é possível activar uma opção de poupança de bateria nas definições que diminui os detalhes gráficos e usa menos processador).


Como podem ver pela imagem em cima, o jogo deu grandes passos desde o primeiro Oceanhorn, que por si só já era incrível, tanto ao nível de jogabilidade como ao nível gráfico. Este foi um jogo que joguei muitas horas no iPad usando um comando MFi para controlar o herói desta grande aventura. Seja como for, os controlos no ecrã estão muito bem afinados, e apesar de ser possível jogá-lo com um comando, não se assustem que usando apenas o ecrã ficamos muito bem servidos.

Mas agora as coisas vão para outro nível ainda mais espectacular, pois com o iOS 13 e o iPad OS podemos usar tanto um controlador da PS4 como da XBOX, que nos permite controlar o nosso herói num iPhone, iPad, ou mesmo numa Apple TV, o que nos deixa a pensar se para muita gente não será suficiente ter apenas uma plataforma de jogos como a Apple Arcade, onde podem jogar em qualquer plataforma do ecossistema da Apple, inclusive na sala na televisão, e quem sabe abandonar as consolas do costume.


Quanto à Apple Arcade, pelo preço de 4,99€ por mês, e especialmente com um mês para experimentarem o serviço de forma completamente grátis, não podiam estar mais bem servidos. Com jogos multijogador para toda a família, e os quais podem ser jogados em frente à televisão com 2 comandos MFi ou da PS4 e XBOX, e com uma variedade incrível de jogos para todos os gostos, sejam de estratégia, puzzle, aventura, corrida, acção, combate, etc, etc. Podem ver aqui no site da iMore uma lista bem completa dos jogos que já estão disponíveis com imagens e descrições (e para quem gostar de tabelas temos aqui também uma lista ainda mais detalhada).

Só para avançar alguns títulos, temos um jogo chamado Mini Motorways que nos chega pelas mãos da Dinosaur Polo Club, criadores do excelente Mini Metro, ou então Assemble With Care da usTwo Games, criadores do bem conhecido Monument Valley, ou os dois jogos Where Cards Fall e Skate City da Snowman, criadores do belíssimo Alto's Adventure. Há muitos mais jogos dos grande da indústria dos jogos, mas também há jogos magníficos de equipas Indie mais pequenas que não deixarão ninguém indiferente à sua qualidade.


Oceanhorn 2 - Knights of the Lost Realm na Apple Arcade

Tamanho: 2.3 GB


quarta-feira, 11 de setembro de 2019

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Hoppia Tale

Nem todos os jogos freemium com publicidade são uma dor de cabeça, e há mesmo agradáveis surpresas como é o caso deste Hoppia Tale da Ludic Side Tecnologia da Informacao LTDA, um jogo de aventuras estilo Zelda que nos traz imensos conteúdos e até puzzles para resolver, e que podemos encontrar grátis na App Store.


Quando as forças do mal usam o poder dos portais para invadir o mundo de Hoppia, teremos que ser nós a controlar o nosso pequeno herói e viajar através desses mesmos portais para destruir os maus da fita que estão espalhados por todo o lado.

Este jogo controla-se apenas com um dedo, e funciona mesmo muito bem, que não nos apetece largar o jogo só por causa desta jogabilidade tão fluída. Deslizando com o dedo para qualquer lado no ecrã faz com que o nosso herói se desloque uma casa nessa direcção. Mas se mantivermos o dedo no ecrã, ele continuará a saltar na direcção que quisermos (como se tivessemos um joystick virtual debaixo do dedo).

Como o jogo vive muito de precisão para combater alguns inimigos e evitar ser atingido pelos projécteis de outras criaturas nefastas, o movimento casa a casa faz todo o sentido, e quando queremos acelerar o movimento com o dedo pousado no ecrã também é muito bem vindo, e isto é tudo muito intuitivo não havendo qualquer curva de aprendizagem para ultrapassar.

São vários os mundos que temos de atravessar, começando com a floresta onde temos de combater animais que se escondem nas plantas, pequenas bolhas saltitantes, plantas que disparam projécteis, etc, etc, obrigando-nos a ter um timing acertado, mas no geral é um jogo onde apenas temos de memorizar o padrão de movimento e ataque dos variados inimigos que vamos encontrando pela frente.

No mundo seguinte já nos deparamos com os brinquedos, que também ganharam vida e se viram contra os habitantes de Hoppia, onde passamos a ter um cenário carregado de legos e onde os carrinhos de brincar investem a toda a velocidade na nossa direcção, e onde temos no final de cada mundo um chefe bem chato para derrotar.


Em cada um dos mundos que completarmos podemos depois passar para um modo de fases mais difíceis que nos deixa repetir uma versão bem mais complicada de todos os níveis que ultrapassamos, o que no fundo parecem ser níveis completamente novos, e nada repetitivo.

Sempre que perdemos as vidas podemos visualizar uma única publicidade para continuar a partir do ponto onde morremos, ou então vamos ter de usar as tentativas que se gastam, e as quais temos de esperar que se regenerem com o tempo, ou então usar diamantes para renovar as tentativas. Seja como for o jogo tem imensas coisas para fazermos e por isso quando tivermos de esperar por novas tentativas basta avançar para os vários mini-jogos que temos espalhados pela cidade.

Podemos comprar acessários, roupas e ajudas para o nosso herói, podemos entrar no calabouço e experimentar ganhar os tesouros nesses níveis especiais diários que aí se encontram, podemos jogar as aventuras contra o relógio onde temos uns níveis para ver quem dos nossos amigos consegue bater o nosso tempo, ou mesmo avançar para a oficina onde podemos construir os nossos próprios níveis e jogar níveis feitos por outras pessoas, e que posso já adiantar que alguns deles são mesmo desafiantes e divertidos.

O jogo é altamente viciante, está muito bem construído e tem conteúdos para nos manter agarrados ao jogo durante horas. Para não perder vidas constantemente há que jogar com calma e estar bem atento à localização dos inimigos, e quais os seus padrões de ataque e movimento. Esperar podia ser uma chatice, mas há tanta coisa para fazer neste jogo que isso não é de maneira nenhuma um problema.


Hoppia Tale na App Store

Tamanho: 328.4 MB

segunda-feira, 23 de abril de 2018

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Evoland 2

O jogo foi lançado no final de Fevereiro, e até agora parece-me que é mesmo o meu jogo favorito do ano de 2018. Estou a falar de Evoland 2 da Playdigious, que a par do filme Ready Player One, que também estreou este ano, nos transporta para uma aventura carregada de nostalgia para quem cresceu nos anos 90, obrigando-nos a experimentar todos os géneros mais conhecidos do mundo dos jogos, desde os clássicos RPGs 8-bit do Gameboy até a espectaculares aventuras gráficas a 32 bits das consolas mais avançadas.


À primeira vista pensamos na Zelda, pois temos muito de RPG clássico para viver aqui, e depois pensamos no Super Mario quando saltamos para um mundo carregado de plataformas, e depois um shooter vertical ou horizontal, e ainda um Beat' Em Up à Double Dragon, ou um Street Fighter, um Bejeweled (ou Puzzle Quest), um RPG com combates por turnos, um jogo de cartas coleccionáveis, um jogo de gestão de tempo onde temos de servir clientes num restaurante, um jogo com puzzles à Professor Layton, um jogo musical de ritmo à Guitar Hero, um Endless runner, um Bomberman, um Megaman, etc, etc.


Acreditem, Evoland 2 é bem capaz de ter mais de 20 horas de jogo à vossa espera, mas como a partir das 8/9 horas de jogo o mundo fica aberto para ser explorado livremente, há mini jogos que podemos repetir as vezes que quisermos, transformando este jogo num verdadeiro 10 em 1. Como podem ver nas imagens aqui em cima, num momento estamos a jogar um clássico RPG de 8 bits, e com um salto no tempo passamos para uma era com mais qualidade a 16 bits e uma banda sonora melhor que chiptune, passando para a era 32 bits onde tudo tem outro aspecto, tanto ao nível sonoro como visual.


O primeiro Evoland serviu como tubo de ensaio para o que viria a ser este Evoland 2, e apesar do primeiro não ter grande história para contar, o mesmo não se pode dizer deste segundo jogo, onde há uma belíssima história para viver, levando-nos a visitar 3 tempos diferentes, os quais acabamos por poder visitar à nossa vontade lá mais para a frente, saltando livremente entre o passado, presente e futuro (dos vídeojogos?)


O nome original do jogo pode explicar um pouco a aventura que temos pela frente, "Evoland 2: A slight case of spacetime continuum disorder", com as viagens no tempo a serem uma grande componente, tanto para nos transportar pela história dos vídeojogos, como para nos manter atentos à narrativa e perceber que alguns eventos que nos são revelados no passado, aparecem mais tarde em situações que reconhecemos tanto no presente como no futuro.


No jogo o nosso herói acorda sem qualquer memória de como foi ali parar, e depressa irá unir esforços com outros personagens para enveredarem nesta grande aventura juntos, e tentarem descobrir o que aconteceu naquela terra, no passado e no futuro, na grande e eterna batalha entre humanos e demónios (os demónios não são necessáriamente os maus da fita).

A primeira vez que vemos uma transição entre estilos e épocas de jogos, esboçamos um sorriso, com um salto em modo tutorial onde nos vão sendo explicados os controlos, e onde de repente se passa do ecrã verde e preto para um ecrã bem colorido e com mais detalhes e sons. Mas depois isto vai acontecendo com mais frequência e com saltos ainda mais espectaculares, onde nos vemos por exemplo a entrar num buraco no chão, e num instante passamos para o interior de uma caverna num clássico jogo de plataformas, ou mesmo um shooter horizontal.


O RPG é a base do jogo, e tudo o resto vai surgindo como mini jogos, apresentando-nos mais um modo de jogo diferente (shooter, beat'em up, cartas, puzzle, combates por turnos, plataformas, etc), sendo que alguns deles são bem extensos e recorrentes, como é o caso dos jogos de plataformas. E não se admirem de perder umas boas horas a combater jogadores atrás de jogadores nos jogos de cartas coleccionáveis até conseguirem obter todas as cartas que estão disponíveis, se forem mínimamente fãs como eu deste tipo de jogo.


Se o jogo tivesse apenas o modo de RPG já valia bem a pena, pois está muito bem conseguido, tanto ao nível de história como de jogabilidade, e mesmo ao nível dos puzzles que têm de ser resolvidos. Mas acrescentando todos os jogos que vamos encontrando no seu interior, e as múltiplas horas de jogo super divertidas que temos pela frente, este é de facto um jogo que irá ser apreciado pelos nostálgicos dos clássicos dos anos 90, assim como toda uma nova geração de jogadores.


Para os mais nostálgicos, podem estar atentos que o jogo está carregado de referências a jogos antigos que marcaram uma geração, o que vou deixar que descubram por vocês próprios, porque não há nada como uma boa surpresa para nos deixar com um sorriso rasgado na cara.

É verdade que há um mini jogo um bocado chato de controlar, que é aquele que nos transporta para o universo Street Fighter, onde queremos executar o famoso Hadouken do Ryu, e da mesma maneira que nas máquinas a maioria das pessoas se via à rasca para o fazer, aqui acontece exactamente o mesmo (se calhar é homenagem a 100%). Mas nada como derrotar o nosso adversário ao murro e pontapé, ou na pior das hipóteses alterar a dificuldade do jogo, que é algo que podemos fazer a qualquer momento.


O jogo permite-nos personalizar a posição dos joysticks para os diversos modos de jogo, mas também permite a utilização de um controlador externo MFi, o que se torna bem útil para alguns modos, como é o caso das aventuras nas plataformas por exemplo.

No fundo só posso recomendar vivamente este jogo pois é simplesmente um trabalho incrível da Playdigious, e deixo-lhes os meus parabéns por criarem algo tão espectacular como este Evoland 2. O jogo já andava por aí nos PCs e Macs há uns 2 anos, mas esta chegada aos telemóveis e tablets é muito bem vinda, e é algo que não podem deixar de experimentar se apreciam minimamente o mundo dos vídeojogos.


Evoland 2 na App Store

Tamanho: 580.3 MB



Evoland 2 - Rating: 5

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

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A Lenda de Skyfish Zero

A Lenda Skyfish é um belíssimo jogo da Crescent Moon Games que foi lançado em 2016. Mas no final de 2017 foi lançado uma nova versão gratuita chamada A Lenda de Skyfish Zero , na qual podemos jogar quase metade do jogo, bastando para isso visualizar uma publicidade para desbloquear cada um dos níveis disponíveis.


A primeira coisa que salta à vista é o belíssimo aspecto visual, e algo que nos faz lembrar clássicos como Zelda. E só por isso, pela arte dos gráficos, e pela banda sonora muito bem concebida, temos aqui um jogo que vale o preço de entrada (apesar desta ser a versão grátis, que é muito bem vinda).

Na Lenda de Skyfish Zero vestimos o capote da Ganchinho Vermelho (parece familiar não é?), a única humana a escapar ilesa do ataque implacável de Skyfish, que surgiu das profundezas do oceano para castigar a humanidade pelas suas constantes agressões ao ecossistema marítimo, transformando todos os homens em escravos.


Com a ajuda da baleia Moonwhale, Ganchinho Vermelho terá que atravessar os oceanos e destruir todos os totems e criaturas malignas enviadas por Skyfish, para conseguir assim derrotar este grande vilão e salvar a humanidade.

Armada com uma cana de pesca, que é ao mesmo tempo a sua espada para atacar as criaturas peixe, e também uma espécie de gancho com o seu fio e anzol potentes, que tanto servem para nos catapultar entre ilhas, puxar inimigos para perto de nós (deixando-os zonzos por uns segundos), ou mesmo activar interruptores e puxar pedras gigantes.


Esta mecânica está muito bem conseguida no jogo, e é uma delícia combater e resolver puzzles com esta cana de pesca multifunções. Para controlar a nossa Ganchinho Vermelho temos joystick do lado esquerdo para a mover em qualquer direcção, e do lado direito um botão para atacar e outro joystick para lançar a linha e anzol.

Depressa percebemos que a melhor maneira de atacar os homem peixe, é mesmo puxá-los com o anzol, e de seguida dar-lhes com a cana de pesca na cabeça. Muitos dos puzzles que temos para resolver implicam puxar pedregulhos para cima de plataformas de pressão, que nos permitem assim abrir passagens, ou desactivar projécteis, etc.


Mas os perigos não se ficam por aqui, pois até conseguirmos chegar ao totem que temos de destruir, temos homens peixe de todos os tipos (há um que é uma espécie de peixe balão, que quando incha é imune aos nossos ataques), temos armadilhas com picos que surgem do solo, obrigando-nos a correr bem depressa e no tempo certo para que não sejamos atingidos, etc.

Os níveis são um pouco curtinhos no primeiro mundo, para irmos percebendo como tudo se processa e treinarmos quanto baste para os desafios que se seguem no segundo e terceiro mundo, que são bem mais complexos. Nesta versão gratuita é possível ir desbloqueando nível atrás nível, bastando para isso visualizar um vídeo com publicidade, até chegarmos inevitavelmente a um ponto onde teremos que adquirir o jogo completo para continuar.

Tendo em conta que conseguimos jogar quase metade do jogo de forma gratuita, este é um modelo bem generoso por parte dos criadores do jogo. Como podem ver pelo vídeo este é um jogo com gráficos desenhados à mão de grande qualidade, a fazer lembrar os melhores jogos clássicos de todos os tempo dentro do género. Se estavam curiosos quanto a este magnífico jogo, então é só instalar a versão Skyfish Zero, que já dá para experimentar um monte de níveis antes de decidirmos investir no jogo completo.


A Lenda de Skyfish Zero na App Store (versão grátis)

A Lenda de Skyfish na App Store (versão paga)

Tamanho: 542 MB







A Lenda de Skyfish Zero - Rating: 4,3

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

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RPGolf

Depois de uma campanha de crowdfunding bem sucedida no Indiegogo, a Chorus Worldwide concluiu finalmente o seu RPGolf, um jogo que mistura uma aventura RPG com um clássico jogo de golf, e que nos transporta facilmente para os jogos que tanto se apreciava jogar nos anos 90.


A ideia por detrás do jogo é simples. Para os apreciadores de jogos de golf, navegar de buraco em buraco em paisagens lindíssimas, e não poder apreciar todo aquele cenário de uma forma livre, era com toda a certeza uma pena. Foi assim que os criadores de RPGolf se lembraram de implementar um sistema de RPG num mundo livre para ser explorado entre buracos.

Reza a história que numa ilha paradisíaca toda a gente era feliz e passava os dias a jogar golf. Mas um dia a ilha foi invadida por monstros e os seus habitantes, cheios de medo, esconderam-se das bestas e deixaram de jogar golf. Passado algum tempo chegou a heroína de quem ninguém estava à espera, uma menina que queria jogar nos melhores campos de golf de todos os tempos.

Como é sabido, os campos estão pejados de monstros, e como tal para jogar os 9 lendários buracos, a menina terá de combater com o seu taco todos os monstros que lhe aparecerem pela frente, inclusive entrar nas cavernas e masmorras para poder obter algum item importante, ou mesmo para viajar de um local para o próximo.

Vamos por partes, como jogo de golf, sempre que chegamos à bola do próximo buraco, entramos em modo de golf, e é aquilo que já conhecemos dos jogos de golf. Escolher o taco (que nos dá diferentes distâncias para atirar a bola) e apontar na direcção pretendida usando o joystick, escolher onde acertar na bola, e tocar no ecrã no momento certo para definir a força da tacada.

Como é uma mistura entre RPG e golf, convém bater o par do buraco em questão, para aparecer no mapa o próximo buraco a jogar, e também para que o monstro a combater no final nos ache dignos da sua atenção, e apareça para combater no último buraco.

Como RPG temos um mundo inteiro para explorar livremente, pois não somos obrigados a seguir as estradas de pedra para viajar entre buracos. Podemos ir às vilas protegidas pelas montanhas, visitar bares, vendedores, receber pedidos dos habitantes, assim como dicas importantes de estranhos, que nos ajudam a resolver certos puzzles para avançar na aventura.

Há que combater muito, pois só assim subiremos de nível, e com isso podemos gastar os pontos de habilidades nas áreas que acharmos mais importantes (força de ataque, defesa, inteligência, etc, etc). Estas habilidades são válidas para o golf (uma tacada mais forte, ignorar o vento, etc), como para os combates (ataque mais forte, maior capacidade de evitar ataques, etc).

Acho que os criadores de RPGolf conseguiram obter um belíssimo jogo, que tanto deve agradar os fãs de jogos de golf 8-bit como de um bom RPG estilo Zelda. É uma boa mistura que torna bem mais interessante um jogo que podia ser só uma coisa, mas que afinal é um dois em um, e funciona muito bem, mantendo-nos agarrados ao jogo até completarmos os 9 buracos. E depois quem sabe, tentar fazer os buracos novamente e ficar abaixo do par.


RPGolf na App Store

Tamanho: 75.1 MB




RPGolf - Rating: 4

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

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Stranger Things: The Game

O grande sucesso da Netflix para a televisão, Stranger Things, vai regressar com a segunda temporada agora em Outubro, e para todos aqueles que não conseguem esperar que comece, acabou de chegar à App Store Stranger Things: The Game da BonusXP Inc., um jogo totalmente gratuito que nos vai pôr a viver as aventuras dos míudos e do Xerife na cidade de Hawkins.


Este é um jogo retro belíssimo, a fazer lembrar os clássicos dos anos 80, tanto na sua dificuldade, como na banda sonora e demais aspecto gráfico. Trata-se de um RPG / Shooter muito parecido com a experiência que se podia viver na Zelda original, com 6 zonas diferentes para explorar, mais de 30 missões, e cerca de 10 horas de jogo para os mais rápidos.


Ao arrancar o jogo é-nos logo perguntado se queremos a dificuldade clássica dos anos 80 (para os jogadores mais experientes neste tipo de jogos), ou a dificuldade normal, que é bem mais aceitável e nos deixa jogar de uma forma algo descontraída. Se não forem profissionais deste tipo de jogo, recomendo vivamente que optem pela dificuldade normal, para poderem apreciar tudo aquilo que o jogo tem para nos oferecer.


Começamos a aventura na pele do Xerife Hopper, com a sua missão inicial de ter de descobrir os míudos que desapareceram. Temos que nos dirigir então até ao laboratório secreto, enfrentar os seguranças e outros bandidos que lá se encontram, procurar os míudos, desactivar lasers e mais lasers, recolher cartões para abrir portas, etc.

A mecânica do jogo é bem interessante, pois à medida que vamos encontrando novos personagens, podemos depois jogar com eles, bastando tocar na sua cara no menu do lado direito. Cada personagem tem poderes especiais  característicos de cada um, o que possibilitará desbloquear algumas situações e conseguir chegar a locais que de outra forma seria impossível com outros personagens.


Ao nível do armamento também há diferenças importantes, onde uns dão socos potentes, outros usam uma fisga, podendo atingir inimigos e interruptores à distância, e por aí fora. Como se trata de uma espécie de RPG, à medida que vamos avançando na trama, podemos ver que o nosso inventário se vai enchendo de objectos, e o mapa vai aparecendo cada vez mais completo, ficando por desbloquear algumas áreas, às quais teremos que voltar mais tarde com outros personagens do jogo.

Sejam ou não fãs da série, acreditem que este jogo está espectacularmente bem concebido, é uma grande homenagem a alguns jogos clássicos dos anos 80 (assim como a série também o é), com uma excelente jogabilidade, uma banda sonora e gráficos de morrer, e que agradará a toda a gente, especialmente pelo seu preço fantástico (é grátis), e porque não há publicidade nem quaisquer compras in-app. Vejam aqui em baixo o vídeo de apresentação do jogo, e divirtam-se a descobrir os mistérios de Hawkins, que há até uma trailer da segunda temporada com conteúdos que só podem ser vistos exclusivamente aqui no jogo.


Stranger Things: The Game na App Store

Tamanho: 347 MB



Stranger Things: The Game - Rating: 5

quarta-feira, 17 de junho de 2015

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Oceanhorn ™

A Nintendo já anda mais virada para o mundo mobile, mas para ainda não há nada de Super Mario nem Zelda. No entanto, os fãs da Lenda de Zelda e títulos do mesmo género vão gostar de saber que o espectacular Oceanhorn ™ da FDG Entertainment, está agora em promoção ao preço mais baixo de sempre desde que foi lançado na App Store.


A mecânica do jogo, o tipo de história, e a sua jogabilidade põem-no muito próximo de títulos como a Lenda de Zelda. Com uns gráficos 3D de sonho, uma banda sonora com grande nível, e uma história bem interessante, este é um jogo que não deixará indiferente nenhum fã deste tipo de aventuras.

No jogo controlamos um pequeno rapaz, que parte numa aventura à procura do seu pai que desapareceu misteriosamente, armado com a sua espada e escudo, e a seguir as pistas escritas num caderno velho.


Será sua a missão de explorar as ilhas da região, atravessando mares desconhecidos, procurar pistas, desvendar mistérios (assim como descobrir o que aconteceu à sua mãe), resolver puzzles, combater monstros, aprender magias poderosas, fazer uma data de tarefas inclusive pescar, e conversar com as estranhas personagens deste mundo para obter mais pistas e mini aventuras.

Há vários modos de controlo à escolha, inclusive um joystick virtual que pode ser o preferido de muitos jogadores. O jogo suporta também controladores externos (suportados a partir do iOS 7), por isso quem tiver um joystick para o seu iPhone, este é o jogo perfeito para o usar.

Oceanhorn tem a qualidade de um jogo criado especificamente para as consolas, e é obrigatório de ser jogado num iPhone ou iPad (jogo universal), especialmente agora que está em promoção a 3,99€, bem abaixo do seu preço habitual de 8,99€.


Oceanhorn ™ na App Store (Brasil)

Oceanhorn ™ na App Store (Portugal)

Tamanho: 211 MB




Oceanhorn - Rating: 4,5