O jogo do iPad Darkest Dungeon teima em não chegar aos iPhones, o que abre espaço para jogos também fantásticos como este Dungeon Survival da Frozenfrog, um Roguelike bem porreiro onde temos de nos aventurar numa cidade carregada de perigos e lutar contra todo o tipo de monstros, e que podemos encontrar hoje gratuito na App Store.
Black Haze é uma cidade que caíu em desgraça, não dando mais para distinguir se é uma cidade do bem ou do mal. O nosso herói, Royde, é enviado pelo rei para tentar acabar com este mal que corrói a cidade, e também descobrir o que está por detrás de tanta miséria e de todos os casos de mortes e desaparecimentos.
Teremos que formar uma equipa de mercenários, que podemos contratar no bar, cada um com as suas próprias habilidades, e depois teremos de nos aventurar nas perigosas ruas da cidade para eliminar os monstros que por lá andam, e ao mesmo tempo encontrar todo o tipo de armas e tesouros que encontrarmos.
Este é um jogo de estratégia que vive dos combates por turnos, onde cada um dos heróis e dos monstros fará o seu ataque, e onde poderemos também usar as várias habilidades de cada um dos personagens, como curar os nossos colegas, envenenar ou sangrar os inimigos, colocar os heróis mais fortes à frente para aguentarem com os golpes dos inimigos, e manter aqueles com capacidades mágicas atrás, tanto para ir curando os nossos heróis como atacar da retaguarda.
O jogo pode ser jogado aos bocados, não levando mais que uns poucos minutos em cada aventura, mas pode também ser jogado por horas e horas, pois há imensas coisas para fazer. Recrutar novos e mais potentes mercenários, perceber quais as sinergias que funcionam melhor em conjunto umas com as outras, melhorar as suas habilidades com ouro, equipá-los com armas mais potentes, etc, etc. Vejam aqui em cima a trailer do jogo e não o percam enquanto está em promoção, grátis na App Store.
Mais uma semana de novidades e mais um belíssimo jogo gratuito da Nitrome para divertir o povo. Estou a falar de Turn Undead 2: Monster Hunter, um jogo de plataformas por turnos com muitos puzzles para resolver que vem mesmo a tempo para o Halloween.
Neste jogo somos um autêntico Van Helsing, onde temos de caçar uma série de monstros até chegar finalmente à saída e avançar para o próximo cenário de terror. Os monstros são alguns dos mais famosos das histórias de terror, como Nosferatu o vampiro, e as suas perigosas concubinas, o lobisomem, a múmia, o monstro do frankestein, etc.
Movimentar o nosso herói faz-se deslizando o dedo no ecrã na direcção que queremos que ele siga, e o mesmo para saltar e subir e descer escadas. Um simples toque no ecrã faz com que dispare a sua arma, que inicialmente é a famosa estaca que tanto serve para matar um vampiro como arrancar a cabeça a um esqueleto. No entanto há que ter cuidado pois o esqueleto volta a apanhar a cabeça e vem atrás e nós, e as concubinas são imunes às estacas, por isso há que fugir delas a sete pés.
A nossa sorte é que há muita coisa no cenário para nos ajudar, como é o caso da água benta, que no caso das concubinas, digamos que não são à prova desta água de fogo sagrada, e lhes causa algum calor no corpo, até ficarem em cinzas. Há alavancas para activar e abrir portas, há um crucifico a coleccionar em cada nível para aquele desafio extra, e há até caixotes para empurrar, o que faz lembrar um pouco o clássico Sokoban em alguns níveis.
Depois de percebermos que o tempo anda em frente cada vez que movemos o nosso herói, é tudo uma questão de dar cuidadosamente cada passo, e no caso de virmos que a coisa não vai resultar podemos sempre voltar atrás no tempo carregando no botão de "Rewind" lá em cima ao lado do botão de pausa.
O jogo é gratuito e conta com pequenos vídeos de publicidade de 5 segundos aqui e ali nas vezes em que perdemos a vida. Também é possível visualizar vídeos se quisermos continuar a partir do local onde morremos, mas não me parece de todo necessário. Tentem derrotar o rei das múmias, e desejo-vos boa sorte para resolver alguns dos puzzles mais complexos deste belíssimo jogo da Nitrome.
O jogo foi lançado no final de Fevereiro, e até agora parece-me que é mesmo o meu jogo favorito do ano de 2018. Estou a falar de Evoland 2 da Playdigious, que a par do filme Ready Player One, que também estreou este ano, nos transporta para uma aventura carregada de nostalgia para quem cresceu nos anos 90, obrigando-nos a experimentar todos os géneros mais conhecidos do mundo dos jogos, desde os clássicos RPGs 8-bit do Gameboy até a espectaculares aventuras gráficas a 32 bits das consolas mais avançadas.
À primeira vista pensamos na Zelda, pois temos muito de RPG clássico para viver aqui, e depois pensamos no Super Mario quando saltamos para um mundo carregado de plataformas, e depois um shooter vertical ou horizontal, e ainda um Beat' Em Up à Double Dragon, ou um Street Fighter, um Bejeweled (ou Puzzle Quest), um RPG com combates por turnos, um jogo de cartas coleccionáveis, um jogo de gestão de tempo onde temos de servir clientes num restaurante, um jogo com puzzles à Professor Layton, um jogo musical de ritmo à Guitar Hero, um Endless runner, um Bomberman, um Megaman, etc, etc.
Acreditem, Evoland 2 é bem capaz de ter mais de 20 horas de jogo à vossa espera, mas como a partir das 8/9 horas de jogo o mundo fica aberto para ser explorado livremente, há mini jogos que podemos repetir as vezes que quisermos, transformando este jogo num verdadeiro 10 em 1. Como podem ver nas imagens aqui em cima, num momento estamos a jogar um clássico RPG de 8 bits, e com um salto no tempo passamos para uma era com mais qualidade a 16 bits e uma banda sonora melhor que chiptune, passando para a era 32 bits onde tudo tem outro aspecto, tanto ao nível sonoro como visual.
O primeiro Evoland serviu como tubo de ensaio para o que viria a ser este Evoland 2, e apesar do primeiro não ter grande história para contar, o mesmo não se pode dizer deste segundo jogo, onde há uma belíssima história para viver, levando-nos a visitar 3 tempos diferentes, os quais acabamos por poder visitar à nossa vontade lá mais para a frente, saltando livremente entre o passado, presente e futuro (dos vídeojogos?)
O nome original do jogo pode explicar um pouco a aventura que temos pela frente, "Evoland 2: A slight case of spacetime continuum disorder", com as viagens no tempo a serem uma grande componente, tanto para nos transportar pela história dos vídeojogos, como para nos manter atentos à narrativa e perceber que alguns eventos que nos são revelados no passado, aparecem mais tarde em situações que reconhecemos tanto no presente como no futuro.
No jogo o nosso herói acorda sem qualquer memória de como foi ali parar, e depressa irá unir esforços com outros personagens para enveredarem nesta grande aventura juntos, e tentarem descobrir o que aconteceu naquela terra, no passado e no futuro, na grande e eterna batalha entre humanos e demónios (os demónios não são necessáriamente os maus da fita).
A primeira vez que vemos uma transição entre estilos e épocas de jogos, esboçamos um sorriso, com um salto em modo tutorial onde nos vão sendo explicados os controlos, e onde de repente se passa do ecrã verde e preto para um ecrã bem colorido e com mais detalhes e sons. Mas depois isto vai acontecendo com mais frequência e com saltos ainda mais espectaculares, onde nos vemos por exemplo a entrar num buraco no chão, e num instante passamos para o interior de uma caverna num clássico jogo de plataformas, ou mesmo um shooter horizontal.
O RPG é a base do jogo, e tudo o resto vai surgindo como mini jogos, apresentando-nos mais um modo de jogo diferente (shooter, beat'em up, cartas, puzzle, combates por turnos, plataformas, etc), sendo que alguns deles são bem extensos e recorrentes, como é o caso dos jogos de plataformas. E não se admirem de perder umas boas horas a combater jogadores atrás de jogadores nos jogos de cartas coleccionáveis até conseguirem obter todas as cartas que estão disponíveis, se forem mínimamente fãs como eu deste tipo de jogo.
Se o jogo tivesse apenas o modo de RPG já valia bem a pena, pois está muito bem conseguido, tanto ao nível de história como de jogabilidade, e mesmo ao nível dos puzzles que têm de ser resolvidos. Mas acrescentando todos os jogos que vamos encontrando no seu interior, e as múltiplas horas de jogo super divertidas que temos pela frente, este é de facto um jogo que irá ser apreciado pelos nostálgicos dos clássicos dos anos 90, assim como toda uma nova geração de jogadores.
Para os mais nostálgicos, podem estar atentos que o jogo está carregado de referências a jogos antigos que marcaram uma geração, o que vou deixar que descubram por vocês próprios, porque não há nada como uma boa surpresa para nos deixar com um sorriso rasgado na cara.
É verdade que há um mini jogo um bocado chato de controlar, que é aquele que nos transporta para o universo Street Fighter, onde queremos executar o famoso Hadouken do Ryu, e da mesma maneira que nas máquinas a maioria das pessoas se via à rasca para o fazer, aqui acontece exactamente o mesmo (se calhar é homenagem a 100%). Mas nada como derrotar o nosso adversário ao murro e pontapé, ou na pior das hipóteses alterar a dificuldade do jogo, que é algo que podemos fazer a qualquer momento.
O jogo permite-nos personalizar a posição dos joysticks para os diversos modos de jogo, mas também permite a utilização de um controlador externo MFi, o que se torna bem útil para alguns modos, como é o caso das aventuras nas plataformas por exemplo.
No fundo só posso recomendar vivamente este jogo pois é simplesmente um trabalho incrível da Playdigious, e deixo-lhes os meus parabéns por criarem algo tão espectacular como este Evoland 2. O jogo já andava por aí nos PCs e Macs há uns 2 anos, mas esta chegada aos telemóveis e tablets é muito bem vinda, e é algo que não podem deixar de experimentar se apreciam minimamente o mundo dos vídeojogos.
Hoje em dia jogos como Clash Royale tomam conta do nosso tempo livre, mas nem sempre foi assim. Em tempos houve um jogo multijogador online que foi bem inovador para a sua altura chamado Hero Academy, e eis que agora chega finalmente o novíssimo Hero Academy 2 da Robot Entertainment, que melhora consideravelmente o jogo original e se vai tornar no novo vício de muitos jogadores que gostam de combates PVP, e não só.
Há 6 anos atrás, muito antes de aparecerem os Clash Royales desta vida, havia o Hero Academy, que nos punha a fazer combates PVP online à vez contra os nossos amigos ou quaisquer outros jogadores espalhados por esse mundo fora.
O jogo inovava pela qualidade gráfica, pelo estilo e estratégia envolvida nos combates, e pela sua capacidade de estabelecer combates online entre 2 jogadores de uma forma bem simples e eficaz. Tinha ainda algo que era a possibilidade de ser jogado à vez de modo assíncrono quando nos apetecesse e tivessemos tempo, o que é algo que não chegou à nova versão, pois agora apenas temos combates em tempo real.
Mas que não se assustem aqueles que gostam de jogar este tipo de jogo sem ter que enveredar pelo lado online e PVP da coisa, pois o jogo vem carregado de conteúdos para um único jogador, missões e campanhas, e combates de treino que nunca mais acabam para se defrontar a AI do iPhone.
Seja como for já sabemos que o verdadeiro desafio vem dos jogos PVP online, onde poderemos encontrar os melhores jogadores, que nos obrigarão a afinar os nossos baralhos de criaturas, e a melhorar as nossas estratégias de combate.
Este novo Hero Academy 2 ganha logo pontos pelos cenários 3D onde se dão os combates, e também pelas criaturas animadas em 3D que são simplesmente uma delícia de ver em movimento, em acção nas lutas e mesmo quando morrem no campo de batalha.
Depois o seu novo sistema de cartas é também uma boa notícia, que acaba por encaixar perfeitamente neste tipo de combates à vez. Como é costume temos determinados pontos de energia no início de cada turno, os quais poderemos gastar para invocar criaturas, comprar magias ou armas para equipar os nossos lutadores.
Mover e atacar é tão simples como deslizar as criaturas no campo de batalha, e quando se acabarem os movimentos e ataques possíveis, passamos a vez ao nosso oponente. O objectivo é destruir os cristais do inimigo para ganhar o combate, por isso há que pensar muito bem na estratégia a empregar (defender os nossos cristais, ou atacar os heróis no campo de batalha, ou então fazer uma corridinha e destruir os cristais do inimigo de uma só vez?).
O jogo tem modos de treino e campanha para um só jogador, com imensos conteúdos para nos manter ocupados dias e dias, e depois tem o modo online onde podemos defrontar todos os jogadores que quisermos espalhados por esse mundo fora.
Os modos de jogo para um jogador valem bem a pena, pois podemos aprender muito com as mini missões onde nos é explicado como atacar e defender, e como lutar com a grande quantidade de criaturas disponíveis no jogo.
Podem ver aqui em baixo o vídeo de apresentação do jogo para verem como tudo se processa, e saibam que está disponível em muitas plataformas, sendo possível jogar com a nossa conta em qualquer uma delas. É um jogo grátis que não requer que se gaste dinheiro, mas podemos fazê-lo se quisermos e até visualizar vídeos com publicidade para ganhar algum ouro extra, se estivermos para aí virados. Um jogo a não perder com toda a certeza!
Pequeno e simpático jogo de estratégia que temos hoje grátis na App Store, Cosmic Crown de Albert Lai, um simples jogo onde temos de atravessar um corredor carregado de perigos, para chegar até ao tesouro.
Jogos simples e divertidos não são assim tantos, mas este Cosmic Crown leva a coroa para casa (ah ah). O nosso herói encontra-se no início de cada nível (gerados aleatóriamente de todas as vezes que começamos) na entrada de um grande corredor (de uma masmorra muito provavelmente).
O nosso objectivo é atravessar esse corredor para chegar à coroa no final do mesmo. Como não poderia deixar de ser, o corredor está pejado de perigos, como por exemplo lâminas que atravessam as paredes, picos que saiem do chão, portas que demoram a abrir-se, e o ocasional inimigo que nos quer cortar a cabeça.
E os únicos controles que temos é de andar para a frente ou para trás. E mais algumas ajudas, como a possibilidade de aguardar uma vez, ou dar um salto para a frente e andar duas casas em vez de uma, e outros poderes como o raio, que desactiva tudo o que estiver à sua volta por uma jogada.
Parece tudo demasiado simples, mas vão perceber bem rápido que há aqui um belo desafio, uma espécie de puzzle / quebra cabeças para resolver, e que é algo que se torna bem viciante num instante. Tentem atravessar estas masmorras sem perder a cabeça, e depois digam-me qualquer coisa.